quinta-feira, 30 de maio de 2024

que me aconteceu quando me bem vesti para ir a uma festa de literatos da zona nobre

haviam me convidado para um evento de supostos artistas que ocorreria na zona nobre da cidade. fui até a cômoda onde guardo minhas roupas e retirei de lá a excêntrica casaca que guardo somente para tais ocasiões solenes. tirei minha camiseta preta e velha, de gola esgarçada de tanto vestir, e como a do banheiro estava quebrada, fui até a pia da cozinha lavar minhas axilas.

o tempo estava frio, mas o comboio que tomei, sem ar-condicionado, fez que sentisse o suor escorrendo por minhas costas. despi minha excêntrica casaca e também o chapéu de minha cabeça. ao meu lado, um rapaz de jeito simples, me observava com interesse. incomodado com o jeito que me observava, o interpolei com ríspida polidez:

- os olhos do senhor estão procurando alguma coisa?

- sinto muito, meu chapa. não era de forma alguma meu intuito importuná-lo. somente achei curiosa essa sua casaca. 

envergonhado, ele não voltou a me olhar. em um movimento veloz, desceu algumas estações antes da minha.

o evento com os escritores foi insípido. como suspeitei, não havia lá nenhum artista. voltei para casa entediado, arrependido pelo dinheiro que gastei, mais do que pelo tempo. sozinho, tremendo de frio embaixo de minhas cobertas, só consegui pegar o olho depois de tomar meia garrafa de uísque de segunda. 

arthur de azevedo, escritor modernista

já falou-se de arthur de azevedo como um cronista oficial da cidade. o título é justo, já que sua prosa curta, publicada sob os títulos mais despretensiosos e corriqueiros em jornais populares, introduziu as classes médias em nossas letras: tanto como um novo público-leitor, diverso daquele culto dos salões e faculdades, como também enquanto matéria de sua ficção, fazendo a linguagem erudita dos gramáticos se encontrar com os assuntos populares. nesse sentido, é certamente um escritor modernista, de obra futurista, antecipadora da desintegração da velha língua palavrosa e eloquente do antigo império, e introdutora da sintaxe apressada e telegráfica jornalística dentro da prosa literária. a posição de arthur de azevedo enquanto literato estaria sempre marcada pela tensão entre o popular e o erudito, entre sua literatura menor e o senso estético das academias:

desde que pela primeira vez me aventurei a rabiscar nos jornais, observei que a massa geral dos leitores dividia-se em dois grupos distintos: um muito pequenino, de pessoas instruídas ou ilustradas, que preocuravam em tudo quanto liam gostoso pasto para os seus sentimentos estéticos, e o outro numeroso, formidável, compacto, de homens do trabalho,  que iam buscar na leitura dos jornais um derivativo para o cansaço do corpo, e exigiam que não lhe falassem senão em linguagem simples, que eles compreendessem. fui assaltado pela preocupação de lhes agradar.

"o que prejudicou a arthur de azevedo", disse tristão de ataíde, com seu senso aristocrático de arte, "foi a sua extrema facilidade de escrever, bem como a necessidade de viver das letras". para tristão de ataíde, era lamentável não a literatura de arthur de azevedo, mas que seu talento estivesse à serviço de fins tão parcos: escrevendo em velocidade impressionante, a poética de arthur de azevedo dispensava o estudo cuidadoso, a correção da frase, a composição rebuscada. não por acaso seu estilo era direto, telegráfico, uma prosa simples que, se não obstante gramaticalmente correta, no senso de estilo era pobre, mas de uma pobreza suficiente para que pudesse ao mesmo tempo escrever velozmente, sem falhar as orações, e em linguagem parca e simples, capaz de agradar seu público fiel de todos os dias.

arthur de azevedo tinha consciência de que, se em sua pena a literatura se fazia com matéria menor, tanto na linguagem simples quanto nos seus temas pequenos burgueses, assim no entanto atingia a dimensão gigantesca do produto de massas: "não solicito a glória nem a imortalidade, mas tenho consciência de não ser um colaborador inútil"; e aquele escritor, oriundo das classes médias, sem esconder certo desdém dos estetas sisudos, de palavreado raro e insosso que abundavam entre os salões da alta sociedade, afirmou: "escrevo, não para os cafés da rua do ouvidor", onde se escondiam esses letrados, "mas para a cidade inteira. gabo-me de ter leitores em todo o país, e como os sirvo com a melhor gramática de que disponho e com todo o bom senso de que sou capaz, conservo tranquila a minha consciência de jornalista".

apesar de suas ironias, arthur de azevedo, como se vê, não deixa de reivindicar valor pedagógico em sua literatura que, não obstante menor, era pelo menos bem servida em termos de escrita correta e de boas lições de moral. se era um poeta sem poesia ou um literato sem literatura, se era chistoso, fazia uso abundante do tom burlesco e constantemente terminava suas histórias com desfechos risonhos, arthur de azevedo contudo tinha a virtude de levar a literatura a um público inculto que aqueles versos bizantinos e superiores dos demais poetas jamais alcançariam. por meio de uma matéria que admitia ser pobre, mas também a possível e adequada ao ritmo industrial do jornal e a cultura de seus leitores, arthur de azevedo escreveu sua literatura.


quarta-feira, 29 de maio de 2024

DE NOVO FOUCAULT E A ARQUEOLOGIA DO SABER

Existe evidente confusão entre a "arqueologia" enunciada por Michael Foucault e um conceito mais geral de "estruturalismo". O próprio Foucault colabora com o imbróglio conceitual em seus primeiros livros, quando anuncia a particularidade de sua historiografia em relação as demais em voga. E se quando supostamente resolveria a questão em seu Arqueologia do Saber o autor é oblíquo e indefinido, é porque a arqueologia não é simplesmente a história das condições apriorísticas do conhecimento, conforme uma leitura estruturalista do conceito poderia formular, e ainda, como o próprio autor sugeriu, insuficientemente, no As palavras e as coisas, mas sim a ciência das redistribuições das origens e limites a qual toda e qualquer ciência está sujeita: de como o saber redistribui, ao longo da história, a matéria de seu conhecimento. 

Por isso que a arqueologia, ao longo do Arqueologia do saber, é parcamente definida; Foucault, ao contrário, age em estilo que chamarei de "cético", desfazendo racionalmente as razões das demais teorias, mas, neste ponto definitivamente menos cético, sempre seguindo na direção de um saber negativo, em espera e de difícil enunciação, já que seria um saber que se formula com ciência da própria instabilidade de seu saber; de como os saberes futuros fatalmente redistribuirão, sem respeito às demarcações do autor, o saber que supostamente se planejaria fundar. 

Por isso que a arqueologia trata inevitavelmente de uma discussão sobre o conceito de identidade, por Foucault ironicamente renunciada, desde o princípio, como sendo uma moral do estado civil. Como, então, fundar um conceito que, por princípio, recusa ser fundado? um conceito que por princípio postula a violência das derivas, dos recortes, da redistribuição? Ao fim e ao cabo, tudo que a arqueologia enuncia é a instabilidade - não a insuficiência, e talvez isso separe Foucault do ceticismo propriamente dito - de todos princípios de saber, de toda forma de ciência. 

Se hoje temos esperança de encontrar no nome próprio, na assinatura, na psicologia, no autor, na subjetividade, no tempo, na sociedade, na humanidade, ou onde lá seja o ponto de encontro de todas as linhas de fuga, Foucault deles todos desdenha, e prenuncia um saber irônico, ainda e sempre em espera, que redistribuirá a superfície de todos os textos, reorganizará as seções de todas biblioteca e reconstruirá a geografia de todos os discursos. Assim, novos objetos surgirão para o novo olhar, novas investigações farão novos sentido, e todo conhecimento se fará de novo e novo mais uma vez.

antropologia e antropogenia: passagem do finito ao infinito

na antropogenia, a fundação do humano é inscrita numa genealogia da natureza: desde o ser mais ínfimo até o mais complexo existiria uma cadeia cuja duração culmina no aparecimento de nossa espécie.

as relações entre origem e originado, contudo, são imprecisas: é o ser humano regido pelos seus princípios elementares da biologia, que remetem e repetem indefinidamente a origem - como no esquema de haeckel em que a ontogenia repete a filogenia - ou sua constituição excepcional de ser intelectual, dotado de linguagem, razão, ou qualquer outro atributo especial, super-animal, fundou, neste ramo da árvore da vida, uma dimensão que escapa às leis naturais, isto é, a antropologia?¹ 

vejamos a lei do positivismo conforme formulada por littré para pensarmos essa tensão entre antropogenia e antropologia, ou ainda, entre o retorno da origem no originado e a ultrapassagem daquela por este: a física, explica o ilustre discípulo de comte, determina a química que determina a biologia que determina a sociologia. a pergunta sobre a excepcionalidade humana é um questionamento a respeito do mecanicismo explicitado pela sequência em que a ciência positiva subordinaria o conhecimento da humanidade ao conhecimento natural; por outro lado, as ciências do espírito ou da vida, conforme a formulação de dilthey, questionaria como que o humano, se não obstante faz parte da e se constitui na natureza, escaparia a série de leis e estudos desenvolvidos nos últimos séculos para analisá-la (física, química, biologia...). 

é menos uma questão ontológica, talvez, do que epistemológica: se a natureza implica em uma definição da vida (humana) a partir dos princípios estabelecidos por tais campos do saber, a antropologia, especialmente a partir do fundamento do conceito de cultura, re-abreria o que estava definido desde seu princípio, desfazendo a subordinação do conhecimento do homem às ciências da natureza. 

é uma relação delicada, que os cientistas sociais do início do século XX tratam a partir das relações entre os princípios de raça - que seria a expressão do natural no social - e os de cultura - que representaria a infinidade e plasticidade humana diante dos limites postos pela lei da natureza -. do finito da natureza ao infinito da vida (humana), portanto.

a sugestão de lévi-strauss, ao desconsiderar as determinações raciais sobre as culturais, contudo, como que inverte os termos da equação: o ser humano, por sua natureza, seria infinitamente plástico: é a sua cultura que lhe faz vir a ser alguma coisa. a cultura então se torna o lugar de formação, em que o infinito potencial - seu "corpo sem órgãos" - é estrangulado, constrangido, dentro de uma extensão e temporalidade definida pela vida social. nessa dimensão de reflexão, nessa passagem afuniladora - "do cru ao cozido" -, que a antropologia irá se desenvolver menos como ciência da natureza do que uma ciência, não do anti-natural, mas do sobre-natural. enlace ambíguo, que trata de uma consciência de dominar e fazer-se exceção ao natural, ao mesmo tempo que, em um lugar incerto, saber-se regido por seu jogo.


NOTAS DE RODAPÉ

¹ No fim do século XIX e início do XX o conceito de "antropologia" era empregado para se referir ao estudo das origens antropogênicas e dos diferentes caracteres raciais engendrados por meio da hitória natural. Aqui, no entanto, proponho uma distinção entre antropologia e antropogenia para demarcar com clareza a distância que os estudos sociais e humanísticos - as ciências da vida e do espírito - produziram, ao longo do último século, das ciências naturais. Desta deriva conceitual, que re-mapeou a geografia do saber do humano, me parece ter se constituído a atual disciplina antropológica.

NECRÓFILO

dizem que olavo bilac era, talvez por ter alimentado seus devaneios com muita literatura. era uma fantasia bem comum no século XIX, essa do cadáver, no decadentismo romântico. houve tempo que me entreguei às virgens dólicas cadavéricas de álvaro de azevedo. mistura de fantasia de morte com branca europeia, de virgem maria com depravação erótica. nada de paisagem brasileira. quando muito, para ironizá-la. nostalgia bironesca de castelos ingleses, de chuva e de filosofia, que por aqui era escassa. parece muito adequado para uma história, mas nessa época me relacionei com mulher chamada beatriz, cujo incofesso desejo era de ser um cadáver. bulímica, de ossos amostra. deprimida por traumas de infância, cortava os braços e principalmente nas coxas. os talhos esbranquiçados ficavam bonitos nela. tinha um gosto acentuado pela hoje polêmica asfixia erótica, por alcovas de motel barato ou chão de madeira duros como esquifes. durante o ato, não se movia, em imobilidade que remetia ao rigor mortis. não falava em momento algum. seu orgasmo era como o canto de ave noturna, soturna e breve a romper na noite iluminada por vela de alguma janela de poeta acesa na madrugada.

quarta-feira, 22 de maio de 2024

LAMARCK e DARWIN

Para Lamarck, as modificações morfológicas cuja sucessão caracteriza a história natural são respostas ativas do organismo perante as pressões do meio. Para Darwin, o meio somente selecionará as modificações aleatoriamente produzidas: não existe, no darwinismo bruto, o movimento da intenção característico do uso e desuso de um órgão, já que as características adquiridas pelo organismo ao longo de sua vida não são transferidas para a prole. Para Darwin, o meio somente age no processo da evolução de forma negativa: pela alocação de obstáculos e recursos que afetam a competição inter e extra-espécie, fará a seleção, entre os caracteres surgidos aleatoriamente, espontaneamente, daqueles que estão aptos a sobreviverem. A natureza, por meio desse mecanismo de seleção que prejudica as formas de vida inferiores, selecionará somente as modificações dos mais aptos. Dessa competição sucessiva, resultará o processo de evolução. A seleção natural darwinista, assim, minimiza a ação ou intenção do organismo como parte da evolução, já que as modificações que imprimem aos seus caracteres biológicos não seriam transferidos às proles: a evolução é um fenômeno contingente. Lamarck, ao contrário, acredita em uma concepção de evolução em que a vida, por sua própria vontade, impõe contra a natureza seu destino evolutivo.

É oblíquo precisar a opinião de Darwin sobre a transmissão dos caracteres adquiridos, já que, não obstante não descarte a sua possibilidade, sugere que sua preponderância na evolução seria mínima quando comparada com a seleção feita pela própria natureza. Como ele explica: “Se as variações corretas ocorressem, e nenhuma outra, a seleção natural seria supérflua”. Ou seja, se a prole herdasse sempre os caracteres desenvolvidos a partir do estímulo do ambiente, não faria sentido falar em seleção natural, já que não existiria o que selecionar. A seleção da natureza, afinal, precisa partir da diferenciação entre melhores e piores, entre mais aptos e menos aptos. Deveria existir alguma forma de se limitar a transferência progressiva dos caracteres desenvolvidos pelo organismo em sua interação com o meio ambiente. Para Darwin, “a ocorrência das variações segue leis naturais que não estão vinculadas a nenhuma finalidade”: é um processo, como já foi escrito, contingente, que dispensa a participação ativa do organismo. A seleção natural somente existe quando as gerações se descontinuam: quando se estabelece perdas e ganhos entre elas.

CORREÇÃO INFINITA

 A teoria naturalista de Lamarck é precisamente a da abstração da natureza empírica em uma série abstrata constituída por meio da linguagem. Isso nos leva a uma série de problemas.

Por um lado, perde-se, em relação ao conhecimento feito pelo contato imediato com os seres, uma irrecuperável porção de verossimilhança, já que a língua elaborada, por melhor que seja, jamais será perfeitamente igual às ricas formas da natureza. Essa perda infeliz é contudo necessária, porque somente nela funda-se o conhecimento, já que este, para Lamarck, consiste na ordenação das propriedades infinitas da natureza. 

O infinito é in-ordenável: uma reta infinita pode ser cortada em infinitas porções. Somente pelo sacrifício dessa totalidade inapreensível será possível o fundamento de uma ordem verdadeiramente conhecível. Pela língua o homem ganha em comunicabilidade daquilo que, pela e na natureza mesma, infinita, é incomunicável. É necessário esse empobrecimento por meio da língua para que o mundo se torne matéria de conhecimento entre os homens.

Resta oculto, no sistema de nomes no qual se funda a história natural de Lamarck, um modelo matemático de conhecimento, que vai desde a extensão infinita da natureza até aterrissar no finito perfeito do ponto. A língua, intermediário entre a natureza e o número, por sua natureza e finalidade, infelizmente oscila entre a riqueza do real e a precisão do matemático. Primo pobre de ambos, é forma precária, que não tem nem a potência da comunicação perfeita do número, nem a realidade em si mesma do mundo. 

Se a língua ainda é instrumento necessário para o conhecimento, é porque o conhecimento é sobretudo questão de entendimento. Uma questão de comunicação; ou ainda, como colocará Foucault em As palavras e as coisas, de distribuição de analogias entre as partes da natureza, cujo modelo mais claro - como já se disse, mas não fará mal enfatizar - é a igualdade matemática. A gramática geral da época clássica, por meio do núcleo verbal responsável pela ligação entre o sujeito e predicado, buscaria estabelecer uma operação de definição do indefinido por meio da determinação precisa do nome, como se este fosse, para o gramático, o produto verbal daquilo que, para o matemático, consiste na resposta de uma equação (x = y). 

O nome, para o sistema de Lamarck, deve ser expressão tão exata quanto possível for. A sua filosofia zoológica se refere a um saber teórico capaz de compreender a extensão infinita do real, para assim melhor abstrair um sistema de nomes, cuja ordem taxionômica represente aquela infinidade indizível com maior verossimilhança.

Só que, por suas próprias limitações, por habitar o limbo entre o infinito e o finito, o nome estará sempre fadado a derrapar: se, em comparação com a natureza em si mesma, o nome sempre deixará um resto, ou ainda, sempre terá um algo de inverossímil, quando em comparação com a matemática, o nome igualmente falhará, pois é consideravelmente impreciso, incapaz de fundar analogias tão perfeitas e exatas quanto as expressas pela série abstrata da aritmética. 

A língua será fadada a ser ou deformação ou desmedida; sempre, incontestavelmente, uma entidade negativa: nem vida nem número. Se o objetivo da língua é o entendimento, a fundação de um sistema de diferenças passíveis de comunicação exata do mundo, sua contraparte, portanto, será sempre a correção infinita. Prima pobre da natureza e da matemática, de uma retira o poder de analogia, da outra, a extensão impercorrível. 

Todo sistema de conhecimento baseado na precisão da linguagem será, invariavelmente, um sistema de correções. Por conta disso que o naturalismo de Lamarck, sempre flutuante entre a artificialidade da classificação e o infinito do real, somente poderá ganhar solução pelo termo das academias de ciência, cujo objetivo será, por meio de sua soberania, controlar os desacordos inevitáveis da linguagem. Isso quer dizer que a ciência, enquanto fundamentado no nome como meio de ordenação das partes do real, está fadada a um problema gramatical que, na verdade, é de natureza política: o perpétuo inconveniente desacordo dos diferentes sistemas de línguas, os sucessivos reparos e suplementos da linguagem de um sobre o outro. Como o próprio saber jamais consegue determinar por si mesmo a ensejada língua perfeita, será necessário extinguir as diferenças indesejadas por meio da força, para assim, por meio de uma língua despótica, edificar essa utopia do conhecimento.



sociedades frias e quentes: sobre as bases materiais da história

1. o que a teoria marxista-comunista deseja? pelo exame do desenvolvimento histórico, empreender uma crítica teórica das ciências, e formul...