impossível dissimular o desgosto diante da formulação de husserl, tão clara, quase cínica, da filosofia como projeto imperialista de destruição das tradições locais:
"Ainda devemos acrescentar algo importante no que se refere a atitude da filosofia para com as tradições. Devem considerar-se duas possibilidades: ou os valores tradicionais são totalmente rejeitados ou se assume seu conteúdo a um nível filosófico e, assim, recebe uma forma nova no espirito da idealidade filosófica". (p. 75)
não se deixem enganar com esse poder de supra-assumir os conteúdos da tradição, por favor: todo o projeto de universalidade da filosofia moderna se concentrou na destruição do diferente enquanto incidental pelas armas dessa generalidade abstrata.
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